31/05/2010 às 10:07| COMENTÁRIOS (11)Terra volta a tremer em Mutuípe deixando população assustadaCristina Santos Pita | Sucursal de Santo Antônio de Jesus* A terra voltou a tremer no município de Mutuípe, no interior da Bahia, na noite deste domingo, 30, por volta de 23h. De acordo com moradores da cidade, esse foi o mais forte dos cinco tremores percebidos nos últimos dias na localidade. Apesar da frequência, não há registro formal dos tremores em laboratórios sismológicos.
O locutor de uma emissora de rádio no bairro Alto das Cajazeiras, um dos mais afetados neste domingo, Fabrício Lopes, disse que sentiu a terra tremer e em seguida ouviu um estrondo. Populares contam que a sensação é de uma explosão acontecendo embaixo da terra. Na zona rural de Mutuípe, em Piabanha, moradores disseram que as portas de algumas casas abriram sozinhas com o tremor. A população está temerosa com a frequência do fenômeno e pela falta de explicações para o que está acontecendo. Na ocorrência anterior, na madrugada de quarta, 26, a reportagem de A TARDE entrou em contato com funcionários do laboratório sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que afirmaram que o tremor não foi registrado pelos equipamentos, apesar de terem sido informados da ocorrência. *Com redação de Paula Pitta | A TARDE On Line Da Redaçãocidades@band.com.brUm tremor de terra na Bahia assustou os moradores da pequena cidade de Mutuípe, no interior do estado. De acordo com a reportagem da Band de Salvador, este é o quarto abalo do ano e o segundo em menos de uma semana. Abalo Sísmico Terra treme em Mutuípe, na BahiaPublicada em 01/06/2010 às 16h01m Jornal Hoje, BATV, Anderson Hartmann, O GloboSALVADOR e SÃO PAULO - A terra voltou a tremer no município de Mutuípe, no Vale do Jiquiriçá, na Bahia. No domingo, o abalo aconteceu por volta das 23h e foi o segundo em cinco dias - o quarto do ano. Embora ninguém tenha ficado ferido, a população está assustada. Moradores mostram pedaços de reboco que caíram das paredes com o tremor. Em janeiro deste ano, o sismólogo Joaquim Ferreira, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), já havia alertado que um novo ciclo de tremores poderia estar se iniciando na região Nordeste do país. É o que os especialistas chamam de enxame sísmico, já que algumas falhas geológicas estão sendo reativadas no Nordeste. Para o professor de sismologia da UFRN, a causa dos tremores é a reativação da falha sismológica de Poço Branco. - No Nordeste sempre tem algum tremor de terra. Na Bahia fazia algum tempo que estava sem abalos, mas no início do século XX, houve vários tremores de magnitude acima de 4 graus no Recôncavo - conta Ferreira. O pesquisador da UFRN lembra que a região já está acostumada à atividade sísmica, pois além da falha de Poço Branco, há outra falha sismológica bastante conhecida: a Samambaia. - A Samambaia fica na região de João Câmara, 20 km à oeste da falha de Poço Branco, e está mapeada com 40 km de extensão. Graças ao seu tamanho, a qualquer momento podem vir a ocorrer abalos de magnitude acima de 4 ou 5 graus. E, se o epicentro for a zona urbana de alguma cidade, os estragos podem ser maiores - garante. Os tremores sentidos em Mutuípe têm incomodado ainda mais os moradores do município, especialmente porque não foram registrados por nenhum laboratório sismológico do país. - Os tremores de Mutuípe são pontuais, só na região. Foram tremores rasos e de baixa magnitude. Os abalos não foram registrados porque a estação sismográfica mais próxima fica a 620 km, em Gravatá, no Pernambuco - garante Ferreira, revelando que no segundo semestre um projeto da UFRN, em parceria com a Petrobrás, vai instalar em Cruz das Almas, a 60 km do local, uma estação sismográfica. Desde o primeiro tremor, em janeiro, o prefeito de Mutuípe solicitou a algumas universidades a presença de técnicos para estudar o fenômeno. Nesta segunda-feira ele reforçou o pedido. - Nós não recebemos nenhum chamado de autoridades da Bahia e nenhum apoio logístico para nos deslocarmos até o município - rebate o sismólogo da UFRN. De acordo com o especialista, o abalo foi considerado moderado, com potencial para causar rachaduras em residências, mas sem força para derrubá-las. Nessa magnitude, também é mais difícil o registro de vítimas fatais
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